sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

To Macbeth and Lady Macbeth

"False face must hide what the false heart doth know." EXEUNT

"Things bad bagun make strong themselves by ill. So, printhee, go with me." EXEUNT

"Life's but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage
And then is heard no more. It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing."
ENTER A MESSENGER

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Reflexão

Preciso voltar a escrever... e BEM.


(em construção)

Pensamentos

Eu tinha tanta coisa pra falar. Dói.
Mas meu orgulho me impede de tentar qualquer reaproximação.
Também nem saberia por onde começar. E não quero sentir raiva, que sei que vou sentir por causa das suas palavras ríspidas e desnecessárias. Será que elas ainda existem?

Há pessoas que a gente perde e mal sabe o porquê.
Vejo que você não está lá muito bem, e dói muito não poder tentar ajudar... Conversar.. sair... um yakissoba?
Quero muito que você seja feliz.

E sim, isso é uma indireta. :) (hahaha)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Inventar-se (em homenagem a Ferreira Gullar)

Um ser composto de metades.
Metade cheio, metade vazio
Metade alegria, metade tristeza
Metade escândalo, metade timidez
Metade da mãe, metade do pai (e um bocado da avó)
Metade simpatia, metade preguiça
Metade euforia, metade preguiça
Metade vontade, metade preguiça
Metade amor, metade dissimulação
Metade vício, metade força do hábito
Metade empolgação, metade saco cheio
Metade briga, metade reconciliação
Metade desenho, metade escultura
Metade sim, metade talvez
Metade toddy, metade tédio

Metade comida.. e a outra também!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

500 dias com ela explica:

"- Aconteceu. Um dia eu estou lendo um livro e um homem chega e pergunta o que eu estou lendo. Hoje estamos casados.

- Mas você me disse que não queria compromisso agora!

- E não queria. Mas um dia, eu acordei ao lado dele e tive certeza... daquilo que nunca tive ao seu lado."


(...)

Devia-se prestar mais atenção aos "sinais" que lhes dão. Os sentimentos não são coisas para serem ditas e sim SENTIdas, já vem da palavra.
É isso aí, um dia acontece... e pode ser no dia seguinte ao dia que você diz que jamais vai acontecer de verdade.
Nem ligo para o que pensam os alheios a isso. Não sinto tristeza e nem pena por tais, não sinto nada. (Quem sabe amanhã possa sentir? Mas hoje, não..)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Estou fora de área de cobertura ou desligada.
Por favor, verifique o número discado e tente novamente mais tarde.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Literatura & imagem - 10/06/2010

Filmagem
Furtacor
Fotografia
Feijão
Farofa
Fondue
Fanta (uva)
Framboesa
Frutas
Fartura
Fortuna
Felicidade
Fernanda

Começa com "F" e me faz bem.


Ps:.
Mostrei isso pra Nat, me sentindo super fofa e romântica por estar fazendo isso durante a aula de Teoria Literária - na qual, tudo o que eu faço é olhar (e babar na) Martha -, daí ela fala: "Tem poucas coisas com a letra 'N', daí o bom é que eu penso na Naty logo de cara".

Murchei, fiquei pequenininha.

Ps2:. E durante a aula viajei também, lembrando que quando eu tinha uns 7 anos fui com meus pais na exposição "Salvador Dalí" e fiquei encantada com o quadro "galatea of the spheres". Depois fui pra casa e passei dias a fio tentando imitar a assinatura dele... ahauahauhaua
Essas coisas dão uma saudade, né?


(Galatea of the spheres)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Hamster's b'day

Num mundo ideal, eu nunca veria você triste.
Colocaria você em cima de uma estante que nem batesse vento, pra você não cair e nem nada te macular (porque você é de cristal).
Mas, sendo essa a realidade, só dá preu te abraçar e dizer que vai ficar tudo bem. Não é pra isso que os piratas (heróis que matam) servem?

Feliz aniversário, Fer.
Vou fazê-lo ficar feliz logo logo!

O.LI /\W OWV 3.L

terça-feira, 8 de junho de 2010

De tanto levar flexada do teu olhar, meu peito até parece sabe o quê?
Táuba do tiro ao Álvaro... Não tem mais onde furar!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Nós

Eu quero Nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.

(Caio F. Abreu)


quinta-feira, 27 de maio de 2010

DAR NÃO É FAZER AMOR

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...

(Luís Fernando Veríssimo)

Aula de linguística cognitiva

Metáforas da vida cotidiana.
O olho da porta. O carro voa. Sento e apóio o cotovelo no braço da cadeira. O lápis que eu taquei voou por cima da cabeça da menina da frente. O da mesa de metal é feito de borracha. Coloquei minhas ideias no papel. Detonaram meus argumentos, dizendo que eles não chegariam a lugar nenhum. Tudo isso ficou pra trás.

E nunca tinha parado pra pensar que tudo isso é metáfora (ou talvez tenha, mas ignorei o fato, por estar tão acostumada a usá-las).

Todo mundo acha que comunicação é só abrir a boca e falar. Fácil. Azar do outro se não entender, é burro ou então está de má vontade.
Mas falar é só uma pista pra que a pessoa construa o significado, ou seja, dentro de coisas concretas (palavras soltas) construir e compreender a mensagem abstrata. A comunicação é um processo trabalhoso, porque depende do significado que "brota" na mente de cada um em cada contexto.

Sentou na mesa do bar, pediu Coca-cola ao garçom. O garçom pergunta: "Coca com gelimão?". Você diz: "Não, só gelo". Ele só ouve o "não" e traz a Coca sem nada. E você pensa "Garçom burro, não vou dar os 10%" ou "Esse cara tá de má vontade, não vou dar os 10%".

Quando você cria um conjunto de dados a respeito de uma coisa (por exemplo: a Coca deve ser servida ou ao natural ou com gelo e limão), acaba por não entender eventuais mudanças. A mudança do padrão causa um certo estranhamento ao ouvinte. Portanto, ou o garçom traz o "gelimão" ou então nada, simplesmente, porque ele não ouve outra informação diferente dessa.

Dedico-me à Martha Alkhimin

O mar tá... feliz em te ver sorrir
O mar tá... uma coisa linda
O mar tá... forte e imponente
O mar tá... indo e voltando (pra perto de mim)
O mar tá... passando por mim
O mar tá... apagando o cigarro
O mar tá... sorrindo pra mim.

Ô Martha, hoje fui SÓ pra assistir sua aula. Você foi a um congresso =/

quinta-feira, 20 de maio de 2010

hêhê

Resumindo:

J: Então... O que vamos fazer?

F: Vamos naquele lugar que começa com "h" e termina com "l" fazer aquele negócio que começa com "s" e termina com "o".

J: o.O Amor, pq vc quer ir no hospital fazer salgadinho?


HAUAHAUAHAUAHAUAHAUHAAHAUAHAHUAHAUAHUAHAU
meia hora chorando de rir.
Somos mto mongolóides.

terça-feira, 18 de maio de 2010

E se você vem, fica tudo maior, mais amplo, sei lá mas é como se eu existisse dum jeito mais completo, compreende?

(Caio F. Abreu)

Quando você fica 2 dias sem ver a pessoa e já tá morta de saudade, algo está errado :S
Ou muito certo.
Questão de ponto de vista.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Não precisamos mais de celular, usaremos a mente.




Assim eu não aguento! HAUAHAU
(L)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Um herói que mata

(...)
E a gente é tão pequeno
E acha que move o mundo
E se perde em vaidade
E se acha sempre tão profundo

Acho que todo medo

É de não ter segredo
Mas o segredo é não ter medo
De morrer por seus desejos

Gastei tempo em nada
Da forma errada
Mas deixei o melhor pro fim
Nem pirata
Nem, herói que mata
Pra você o melhor de mim (L)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que fazes por sonhar,
É o mundo que virá
Pra ti e para mim.
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor

(L)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Omnia tempus reuelat. Dum uita, spes.
[O tempo revela todas as coisas. Enquato há vida, há esperança]

Minha próxima tatuagem. (sem a tradução, claro)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Estava refletindo esses dias, que gostaria muito de sentir vontade. Sim, vontade de pegar alguém na night, sem compromisso, ou então ter uns amigos/as com benefícios. Invejei a capacidade da Ju de conseguir ter esse tipo de relacionamento, se entregar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, sem culpa, sem cansar de um e depois do outro, sem perder o tesão por um em prol do outro etc (que é o que acontece comigo).

Devo estar com falta de encantamento – que pra mim é – um estado de magia que se alimenta do desejo e da atração, e que nos deixa completamente cegos. Ou talvez seja o medo do depois, ou seja, o hábito: quando as pessoas se acostumam e passam a apreciar a “segurança”, a qual se transforma em tédio. Daí a próxima etapa é o surgimento de insatisfações e de mágoas não declaradas: nesse estágio a pessoa se sente traída, insegura etc e não consegue perceber que, na realidade, o traidor é ele próprio por ter alimentado expectativas irreais a respeito do outro.

A partir daí, surgem as queixas, as desqualificações, o distanciamento... E o que era uma qualidade ou um defeito bonitinho, torna-se um grande defeito. E você começa a pensar “nossa, como as pessoas mudam” e não percebe que ninguém mudou, mas você está começando a realmente CONHECER a pessoa com a qual se relaciona.

Nunca vi ninguém que conseguisse, depois dessa fase, aprender a amar. Mas talvez seja a partir daí, a partir do ‘tomar conhecimento’ da real pessoa, sem falsas expectativas, que alguém deva ser verdadeiramente amado.

Por isso eu penso que as melhores relações nascem de grandes amizades. Sim, pois você conhece a pessoa e seus defeitos, sabe que pode confiar na pessoa nisso, naquilo, mas não naquilo outro lá. E, portanto, sabe em que lugar está amarrando seu bode, sem especulações a respeito disso.

O Amor vivenciado na realidade trará, portanto, um estado de contentamento nada efêmero, como aquele da paixão. Nesse amor, cada um reconhece sua individualidade, respeitando a do próximo; e, fruto de um processo de amadurecimento (individual e da relação), aprende-se a distinguir entre amor e dependência, amor e obsessão, amor e sexualidade (encantamento), e por fim entre amor e paixão.



sábado, 8 de maio de 2010

I have kissed honey lips
Felt the healing in her fingertips
It burned like fire
This burning desire

I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of the devil
It was warm in the night
I was cold as a stone

But I still haven't found
What I'm looking for

- Vou te ensinar a fazer ovo frito.
- Ovo frito eu sei. Miojo não sei.
- Porra! Não saber fazer miojo é TENSO. Mas eu não sei fritar ovo, fica todo mexido, grudado :S
- Então eu faço o ovo e você o miojo.
- Já é! Tarefas divididas em casa hauahaua
- Quem paga?
- Você, eu vou ser professora, já disse! Glana não vou ter, só gramour ahauhaua
- Me fudi.
- Posso pagar com o corpo?
- Isso eu já vou ter!
- Ih alá! Tá pensando que é assim? Tem que pagar o ovo!
- Compro logo 3 dúzias! ahauhauahaua (...) Quanto tá o ovo? Vai me sair mais barato o ovo do que você!
- Você prefere o ovo à galinha... digo, eu? ahauahau
- Pensando bem, o ovo vem da galinha mesmo.


Você me faz feliz. Mas eu sei que é só porque gosta da minha risada ._.
OWV
-

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Merda é veneno.
No entanto, não há nada
que seja mais bonito
que uma bela cagada.
Cagam ricos, cagam pobres,
cagam reis e cagam fadas.
Não há merda que se compare
à bosta da pessoa amada.

(Paulo Leminski - Merda e ouro)



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tô com um bom humor assustador.
Mas a saudade tá maior que o bom humor.


http://www.youtube.com/watch?v=f5BHdxUraj0&feature=related


Penso em você principalmente como a minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, nesta minha vida de retinas fatigadas. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito.
(Caio Fernando Abreu)
Sim, deve ter havido uma primeira vez, embora eu não lembre dela, assim como não lembro das outras vezes, também primeiras, logo depois dessa em que nos encontramos completamente despreparados para esse encontro. E digo despreparados porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você. Certamente houve, porque tenho a vaga lembrança — e todas as lembranças são vagas, agora —, houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passávamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo sem você eu lembro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não amo ninguém

Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir

Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida

Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada

Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro

Você prá mim foi o sol
De uma noite sem fim
Que acendeu o que sou
E renasceu tudo em mim
Agora eu sei muito bem
Que eu nasci só prá ser
Sua parceira, seu bem
E só morrer de prazer
Caso do acaso
Bem marcado em cartas de tarô
Meu amor, esse amor
De cartas claras sobre a mesa
É assim
Signo do destino
Que surpresa ele nos preparou
Meu amor, nosso amor
Estava escrito nas estrelas
Táva, sim
Você me deu atenção
E tomou conta de mim
Por isso minha intenção
É prosseguir sempre assim
Pois sem você, meu tesão
Não sei o que eu vou ser
Agora preste atenção
Quero casar com você
Caso do acaso
Bem marcado em cartas de tarô
Meu amor, esse amor
De cartas claras sobre a mesa
É assim
Signo do destino
Que surpresa ele nos preparou
Oh Oh
Meu amor, nosso amor
Estava escrito nas estrelas
Táva, sim
Caso do acaso
Bem marcado em cartas de tarô (8)
Você partiu e foi melhor
E eu já me esqueci de cor
Do som, do ar, do tom, da voz e de nós

Já passei um pano um branco, um zero, um xis
Um traço, um tempo, já passei
Só o cheiro do seu cheiro
Não consigo deixar para trás
Impregnado o dia inteiro
Nessa roupa que eu não tiro mais

[2]

domingo, 21 de março de 2010

Não há dúvidas de que são cuidados e atenções que alimentam a chama da amizade e do afeto verdadeiro. Não são necessários grandes feitos para cultivar a ternura, mas é preciso que sejam constantes e que o respeito seja parte integrante do relacionamento. Um mimo inesperado, uma palavra de incentivo, uma flor singela, um bilhete, um beijo no espelho, um abraço, um gesto de carinho, dentre outras ações são ingredientes seguros para a manutenção de qualquer relação. Surpreender com atitudes boas é um ato de amor, de carinho, de amizade!

Se você der apenas uma coisa, você receberá três de volta. O amor sempre funciona assim. É por isso que eu o faço. E ele fez bem, muito bem.


If you make time to list all the things you are grateful for, and you feel the feelings of gratitude, you will feel amazing every day.
Your frequency will be high and you will move through your days in love with being alive, bringing joy wherever you go, positively affecting one person after another.
When you live a life like this, everything you want will come before you even ask.
May the joy be with you!

Tô tão feliz, tão feliz. Não sei o porquê. Acho que foi porque dancei muito ontem. É muito bom sentir-se assim. The joy is with me =)


quinta-feira, 18 de março de 2010

Saia de onde estiver, 1 2 3.

"O belo é a bondade da verdade. De repente tudo se pode transfigurar. O mundo inteiro. Tu és um anjo, diz-lhe. Tu não és daqui, não és inteiramente daqui. O mais precioso de ti não está aqui. Tu és o anjo de asas molhadas. O sonho por viver. O amor que dói sempre um bocadinho."
Pedro Paixão, Rosa Vermelha em Quarto Escuro


Uma palavra não tem de ser um gesto. Um texto não tem de ser uma mensagem. Um blog não tem de ser um diário. Esta não tem de ser a minha vida. Tu tens todos os nomes que eu te quiser dar. E continuarás a ser tu.



*o condicionalismo auto-imposto, a consciência medrosa e o coração mal-preparado, a justificação perdoável, a mentira sincera e a certeza de todas as formas de incondicional, quero-te sempre perto. Acima disto, antes de tudo, desenho o teu sorriso*



E a sua ausência aumenta o poder da sua presença.
Amo o inesperado do porvir.

Can someone tell me if it's wrong to be

So mad about you
Mad about you
Mad
Give me all your true hate
And I'll translate it in your bed
Into never seen passion
That is why I am so mad about you
Mad about you



Sabe a sombra que cada um de nós carrega dentro? Almas que não caminham sós - ou o que realmente há no mundo que somos - forças em confronto para gáudio de ninguém. Sabe do invisível, das escuridões em que nos embrenhamos e que nos não permitem ver? Amarras que nos impedem de voar, pedras que nos pesam no corpo? Nota a minha, de uma escuridão de noite, mas não a teme.
Vive nesse estado intermitente daquilo a que chamaram loucura mas a que poderiam ter chamado qualquer outro nome: clarividência, feitiçaria, heresia ou dom. Ela é diferente. De uma preciosidade particular e rara: vê o desagradável, o sujo e o triste que preferimos não ver, mas também a essência e a verdade.
O que mata mais é não ver o que a noite esconde.

Não é apenas metáfora. Não é apenas loucura.
Acho que estou com saudade das aulas de teoria literária.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ontem eu tava vendo um filme, não lembro do título dele em português, mas em inglês era “Threesome”... Contava a história de 3 jovens que se conheceram num dormitório, porque foram todos colocados no mesmo quarto por engano. Eram 2 meninos e 1 menina. No início, eles se estranham, não se entendem muito bem, mas logo viram melhores amigos! Trocando todo tipo de confidências, convivendo 24 horas por dia, viajando juntos, saindo juntos...e até fazendo um sexo, os 3 e tals.

O tempo passa e eles acabam cada um em um canto, com uma história diferente: a menina casa e tem filhos, um se assume gay e o outro (que era super doido e promíscuo) vira um empresário super alinhado.

Mesmo se encontrando de tempos em tempos, nunca mais foi a mesma coisa.

E o filme termina com a seguinte frase:

“Como pode uma pessoa significar tanto na sua vida em um dia e no outro não estar mais nela?”


É, né. Boa pergunta, faço a mim mesma todos os dias.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Minha essência é quente. Não sei ser gelo.
E essa sensaçao de querer demais, me esquenta mais ainda.
Apesar de muito espaço, curvas e traços, isso aqui é pequeno pra mim.

"Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro." Caio Fernando Abreu


*Even after all this time, the sun never says to the earth: "you owe me".
Look what happens with a love like that: it lights the whole sky.*

Hafiz
(a persian poet)
- I've just read a text about a friend of mine that doesn't believe in love anymore. I do. But I can only believe in a love without any kind of "recovery", you know? Like this one the poet is reporting, about the sun and the earth... True love is. It just is. You cannot ask for it, moreover you just don't need to because it is there and you know it.
It gives me agony when someone I love don't trust me, or simply ignores it and starts to question me about what I do. Worse than that is when this person disbelieve in what I am saying, above all when it is really out of the context or it is an unnecessary topic for me to lie.

Quoting: "
And if I don’t trust in love anymore,
Who’s gonna save me?"
Yeah. It IS a question.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

- Saudade de você levantando as sombrancelhas.
- HAHAHA, as duas porque uma só é impossível pra mim.
- Porra! Agora me deu saudade de você segurando uma sombrancelha pra tentar levantar a outra.

Só queria deixar isso registrado.
Frozen x dead.
Desisto.
Desisto de você.
Mas o problema é que logo depois desisto de desistir de você.
Aí você me mostra que o caminho mais fácil é desistir.
Mas “o caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor”
E eu finalmente desisto de desistir de desistir de você.
O que quer dizer que eu estou sempre desistindo.
E, portanto, estou sempre insistindo em nós.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

E tudo muda.
Há alguns meses eu tava “casada” e podia me ver daqui uns anos constituindo família, com 3 filhos, 7 cachorros, rede na varanda, piscina, infiltração e vasinho de cactos na janela. Mas aí eu enxerguei que eu estava casada há muito tempo, mas minha mulher não conseguia se casar. Desisti de casar sozinha, aliás, resolvi casar sozinha comigo mesma.
Procurei aquela com a qual eu sempre sonhei, a tive por 1 semana, novamente casei e casei sozinha, novamente. Fiquei casada há quilômetros de distância. E ela desistiu do casamento unilateral e fugiu de cavalo com outra. E ela está feliz, apesar de eu saber que sempre pensa em mim, sem presunção.
Hoje desisti de casar. Estou solteira até mesmo de mim mesma. Tão solteira e tão errada, porque agora até casamento dos outros eu não agüento mais.
E tudo muda tanto que talvez até minha índole esteja mudando.
Deixei de ser otária, deixei de só flertar com quem eu gosto, deixei a inocência de lado.
Será que estou me tornando uma pessoa pior?
Ou será que isso é o que significa crescer?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Minha imagem é binária, simples e clara (isto é isto, aquilo é aquilo e ponto final, como se fosse fazer um bolo). Porém, sem nenhuma charada, com “fechamentos absolutos”, nada é realmente definido.

Pode-se dizer que reciprocamente: a energia cria a matéria, o movimento engendra as coisas e o nada potencializa o ser.
E tudo isso dentro de uma complementaridade, na qual os contrários não mais se rejeitam, mas requerem-se. Ou seja, todo ontagonismo polar se converte em interação complementar. A unidade (eu) se dialetiza: não é uniforme, nem única, nem idêntica a si mesma, mas dual, ambivalente, de si mesma diversa.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Foi melhor assim. Agora consigo dormir em paz. Pela primeira vez, desde os dez anos.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez em que a vi, no início dos anos 70. Ela tinha onze anos e tinha mais corpo do que as outras meninas. Passava todos os dias em frente à minha casa, a caminho da escola. Tornou-se brincadeira de menino: eu sabia seus horários e ficava na janela esperando o momento de vê-la passar. Naquela época, era só atração.

Em poucos meses, já a via sempre duas vezes por semana no curso. Fiz aulas extras para avançar período e ficar na turma dela. Nunca conversávamos, mas às vezes, nossos olhares se cruzavam e iluminavam meu dia. Eu tinha doze anos e ela quatorze. Pensava tanto nela que quase precisei voltar para o período anterior. A atração já era paixão.

Escrevi meu primeiro poema de amor naquele ano. Ficou melhor do que qualquer outro que já li. Mas não tive coragem de enviar. Naquele dia, ela passou por mim e nem me cumprimentou. Mas por ser convencida. Ela realmente não sabia quem eu era.

Passaram-se dois anos. Fiz minha mãe me transferir para o colégio dela. Para o clube, para a academia e para a igreja também. Sempre que ela chegava perto de mim, eu gelava. Mas a observava aonde quer que ela fosse. A paixão já era mania.

Eu a seguia a todos os lugares. Acabei descobrindo que ela fazia aulas de teatro e que seu sonho era ser atriz. Também descobri que ela tinha um namorado. Mas a isso eu não suportava assistir.

Ao mesmo tempo, descobri minha paixão por fotografias. Ia sempre à janela do quarto dela e tirava fotos. Em casa, em todas as madrugadas, eu a desenhava. Às vezes, ficava horas só olhando para ela. O cabelo loiro, os olhos azuis... o corpo perfeito. A mania já era amor.

No ano seguinte, aos meus quinze anos, eu já não saía com os colegas. Não conversava, não jogava xadrez e não desenhava nada que não fosse ela. Também não namorava outras garotas. Eu vivia em função dela. O amor já era obsessão.

Um pouco antes do aniversário de dezessete anos, descobri que o pai dela era alcoólatra e batia nela e em sua mãe. Foi o pior dia da minha vida. Senti muito ódio e quis matar o desgraçado. Cheguei a arranjar uma arma, mas seus pais logo se divorciaram.

Também tive um dos melhores momentos da minha vida nesse ano. Ela me pediu uma caneta emprestada e me chamou pelo nome. Ela sabia meu nome! Ela sabia quem eu era! Eu não conseguia acreditar.

O tempo foi passando e começou a ser incômodo para mim esse meu sentimento por ela. Eu precisava seguir em frente e viver minha vida. Cheguei a sair com algumas garotas. Todas parecidas com ela de alguma forma; um trejeito, um sorriso de lado, um cabelo repartido ao meio. Mas eu as usava e jogava fora quando elas faziam algo diferente e eu ficava decepcionado. Não era ela. Entrei em depressão. Anos e anos e ela não saía da minha cabeça. Aquilo me consumia. Mal conseguia dormir e, nas poucas vezes que conseguia, era com ela que eu sonhava. Abrir os olhos de manhã era pensar nela. As manhãs eram adaptação. As tardes, solidão. As noites, ansiedade. As madrugadas, insônia. Essa era minha rotina diária.

Enquanto eu me formava na faculdade de letras, ela realizava seu sonho, estrelando como protagonista de uma novela de televisão. Eu assistia todo dia. Faltava ao trabalho para vê-la e gravava todas as cenas em que ela aparecia. Eu era, com certeza, seu maior fã.

Ela tinha um namorado na novela, um ator conhecido. Doeu quando vi uma foto dos dois juntos numa revista. Lá dizia que eles não estavam juntos só na novela. Agüentei firme por meses. Então, ela ficou grávida.

Foi aí que decidi fazer uma declaração de amor. Entrei na casa dela escondido. Ela estava no quarto decorando as falas. Parei em frente à porta aberta. Tão linda... Fiquei só olhando.

Ela me viu e se assustou. Acalmei-a e disse:

- Lembra de mim?
- Vinicius? – Ela perguntou, surpresa.

Sorri de satisfação. Ela lembrava de mim. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, peguei o papel dobrado no meu bolso e disse a ela:

"Te quero e te desejo desde
a primeira vez que te vi
Era fascinação, virou paixão,
E, agora, obsessão.
Não consegui dizer nada antes,
mas não por minha timidez
É porque não existem palavras
lindas ao ponto de expressar
tudo que sinto por você.
Então, esse é o fim.
Em que te digo o que qualquer pessoa
que sentisse um terço do que eu sinto diria:
Eu te amo."

Ela sorria, lisonjeada, e me olhava com ternura. Cheguei mais perto dela e passei a mão em seu cabelo. Ela ainda sorria sem dizer nada; ela era a perfeição. Ela me beijou suave no rosto, com facilidade, e, nesse momento, tive certeza do que fazer para viver de verdade.

Peguei a arma que havia comprado há anos e fiz a melhor coisa que já fiz em toda a minha vida. Naquela noite, matei Letícia.

*Texto devidamente pegado emprestado do blog da minha monitora-chefe, Laura.
Muito bom, arrepiei.
beijos.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

morri em vida. Deparei-me com tal relato meu, que por ventura (ou, quem sabe, desventura) escapou das mãos de minha mãe - minha querida progenitora, tudo que encontra em meus pertences, mesmo que bem resguardado esteja, joga no lixo como se fosse apenas delírio sem a menor importância... e talvez o seja.
Começo, então, a refletir sobre o porquê deste triste e talvez início de um poema que outrora preguiçosamente abandonara e, hoje, por mera curiosidade de um passado que alhures esqueci, arrependo-me.
Como pode uma pessoa morrer em vida?
Talvez existira, em certo momento de minha vida, a inexistência de um sim. Citando Clarice Lispector, em A hora da estrela, "Tudo na vida começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou". E tomando tal pensamento como realidade, mesmo que seja esta uma realidade adivinhada, concluo que nunca houve um momento em que eu morrera. Apenas nunca deveras existi.
É nesse compasso entre meu eu que se esconde na verossimilhança que percebo a necessidade de me reinventar. Que ninguém se engane, só consigo obter simplicidade através de muito trabalho, alheio ao que muitos pensam sobre mim. E enquanto ainda existirem perguntas sem respostas, continuarei incessantemente a escrever sobre tais.
Como posso começar pelo início se as coisas acontecem antes de acontecerem? E se o que escrevo não existe, passará a existir agora, controverso ao que eu acabara de escrever. Pensar é ato e sentir é fato. Os dois, juntos, concretizam-se em minha escrita.
E tudo que escrevo, mesmo que soe como rompante alegre, deve-se a minha falta de felicidade. Felicidade? Jamais vi, em toda literatura, palavra mais doida e sem definição que caiba ao senso comum.
Experimentarei, pois, escrever mais do que invenções, histórias dotadas de início, meio e final, daqueles com ponto final. Se puser reticências, corro o risco de abri-las a possíveis imaginações dos leitores que, inconscientemente, são, não raro, maldosos e sem piedade em sua interpretação.
A grande desdita é que para escrever, o material básico é a palavra. Desditas nunca vêm sozinhas, sempre aos montes e de uma só vez, já dizia o poeta Shakespeare, em seu Hamlet. Palavras agrupam-se em frases, e destas se envolam sentidos que ultrapassam as tais palavras e frases, embora o que escreva seja meramente nu, embora nada cintile. Será mesmo, então, que as ações ultrapassam as palavras? Não sei bem como isso tudo quer terminar. Mas sei bem como começa:
- Sim.
E mudei.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O que será que as mulheres procuram nos homens, atualmente?

As mulheres estão cada vez mais... err.. digamos, independentes, financeiramente falando. Portanto um homem que esteja sempre pagando os jantares, as saídas, as viagens etc, não é mais tão desejado. Vejo pela minha mãe: namora um homem à moda antiga, existentes até mais ou menos os anos 70, daqueles que abrem a porta do carro; andam do lado “de fora” da calçada para proteger a dama; puxam a cadeira no restaurante para que ela possa sentar-se; e mais importante, daqueles que pagam absolutamente TUDO. Até minha coca-cola e meu cachorro-quente, que fui comer ontem na esquina de casa, ele pagou. E minha mãe, ontem mesmo, me disse que esse cuidado todo que ele tem por todas as mulheres, esse jeito “cavalheiro” dele, estava dando no saco dela e que ela estava doida para ficar sozinha comigo, parar de ser cuidada e cuidar um pouco de mim.
Mas ao mesmo tempo, veja como mulher é complicada, utilizando minha mãe, novamente, como exemplo: ela foi casada, duas vezes e ambos foram canalhas. Sempre reclamou que nunca deu sorte com homem nenhum, porque os que ela escolheu para serem os homens de sua vida e pais de seus filhos foram uns crápulas - que nem uma casquinha do Mc Donalds pagavam para ela. O primeiro marido e pai do meu irmão era melhor do que o meu pai, porque, pelo menos, de vez em quando a levava para jantar e comprava uns chocolates, mas isso, certamente, não compensou o belo par de chifres que ele a colocou. Já meu pai, esqueceu que era marido, começou a achar que era apenas um empregador e, minha mãe, a empregada doméstica dele, o que eu acho bem pior. E, repito, ela sempre reclamava dos dois e dizia que precisava de um homem de verdade. Não que eu ache que ela vá terminar com o namorado, mas sei que ela não está completamente satisfeita, e talvez estivesse mais feliz se ele fosse menos “cavalheiro” e mais machão.
Será que é por isso que as mulheres estão, cada vez mais, virando homossexuais? É uma pergunta séria! Eu fico me perguntando sempre, de onde vem essa coisa de gostar de outra mulher... Principalmente no meu caso, que não tenho preferências entre mais masculinas ou mais femininas, tanto faz. O que importa é que seja mulher. E uma mulher, seja ela femininíssima ou masculiníssima, sempre precisará de carinho e atenção em algum momento. E uma mulher, seja como for, sempre precisará de um tempo só pra ela em algum momento. Uma mulher sempre será estilo minha mãe. E, apesar das imensas diferenças - de nossos signos, de nossas idéias, de nossas realidades, criação, idade etc - eu e minha mãe somos iguais, bem como todas as mulheres nesse ponto, em que certo dia somos leão, outro dia coelho e outro dia passarinho.

Talvez, então, um dia eu case com um cara cavalheiro e saia de vez em quando com um machão e pros dias “passarinho”, fico com as mulheres. Já contei a vocês que meus animais prediletos são os pássaros? Hahahaha ; )

quinta-feira, 18 de junho de 2009

In this seminary, I’ll talk about my rabbit, Vanessa.
In April 2007, I and a friend of mine from school, Renata, went downtown for a walk and to buy things because there everything is cheaper.
We didn’t found anything interesting to buy and when we were leaving, we passed on a street that had a man selling rabbits. There were rabbits of all types and sizes. They were all stacked in boxes, about 10 in each box, under an absurd heat! And they were all so quiet that, for a moment, I thought that main of them were dead!
We stopped to look a little bit at those beautiful animals and soon the man came to show his goods... Showing the bigger ones (for slaughter) and the smaller ones for creation.
He came up with a puppy that was just born, apparently newly weaned, very small and quiet.
I felt a crazy desire to take her home and take care of her, but at the same time I thought about my parents - who hate taking care of animals - strangling me because I was lending a pet home.
I hesitated for a moment, but soon I realized that I could not leave without taking that baby with me. I paid immediately and then quickly left, before I regret doing that.
Vanessa was in a very small box, with holes for ventilation and a cotton swab dipped in water that I got there to refresh her a little, because it was very hot.
When we got home, I arrived saying "moooom, surprise!" And showed her the rabbit. My mother, of course, wrinkles the forehead and said "ok, you brought a rabbit to die here? This animal is almost dead!".. And I said I would take care of her and then she would live!
So I got some leaves of lettuce and a saucer of water and gave her ..
Soon after the first nibble on lettuce, Vanessa gave her firsts jumps, showing for my mother she would live and become a member of the family! In the beginning, my parents were a little mad at me, but soon they were loving my baby as I do.
Nowadays, Vanessa weighs approximately 4.5 kilograms! She is so huge that seems more to be a pig, than to be a rabbit.
She is more than just a pet, she is a company, she listen to me, she is lovely with me, she is almost a girlfriend! Hahaha, That’s why I can’t call her by “it”. She is not an animal like any other, she is our baby.

domingo, 14 de junho de 2009

“Love, love is a verb, love is a doing word”

E me disseram que quando estamos tristes, ficamos cheios de inspiração. Devo ser uma “exceção” então, recém aprendida com cedilha.
Só o que tenho a dizer é que, fora os momentos em que estou com algumas poucas pessoas que me fazem feliz, as horas e minutos passam arrastados, e eu fico gritando por férias mesmo sabendo que quando entrar de férias minha cabeça vai ficar muito mais desocupada e aí sim fudeu de vez.

Descobri uma música muito legal, chama-se “canções de rei” de um cara chamado Max Viana. Muito boa, baixem, ouçam.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

I was crying when I met you, now I'm trying to forget you...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vejo de modo respeitoso todos aqueles não dotados de conteúdo.
Sim, pois, os que não contém nada, em verdade vos digo, têm a possibilidade de um dia conter tudo.
Essa é a ironia.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Te escrevo essa canção
Pra te fazer companhia
Pra segurar tua mão
Não te deixar sozinha
Canção feita de pele
Pra usar por baixo da roupa
Canção pra te deixar um gosto doce na boca
Te escrevo essa canção
Porque nem sempre ando perto
E essa canção me ajuda a atravessar um deserto
Canção de fim de tarde
Pra se encontrar nos seus poros
Pra acordar com você
Te olhar no fundo dos olhos

Canção pra andar do teu lado
Em toda e qualquer cidade
Pra te cobrir de sorrisos
Quando eu chorar de saudade

Te escrevo essa canção
Pra te fazer companhia
Pra segurar tua mão
Não te deixar sozinha
Canção feita de pele
Pra usar por baixo da roupa
Canção pra te deixar um gosto doce na boca

Canção pra andar do teu lado
Em toda e qualquer cidade
Pra te cobrir de sorrisos
Quando eu chorar de saudade.

(Leoni – Do teu lado)




- Há dias em que simplesmente não dá pra fingir que você não existe, que você não está há 286734672386387 de kms, provavelmente pensando em mim também do mesmo modo em que penso em você. Mas viver só de pensamento não dá. Deu durante um tempo, não dá mais. Preciso de você perto de mim, preciso mesmo.

Queria tanto que você fosse fruto da minha imaginação muito fértil e carente de que exista alguém perfeito no mundo. Você realmente é uma pessoa e isso acaba comigo.

Aposto que muita gente pensa que, se você estivesse mais perto, eu já não gostaria mais de você.

Aposto o triplo disso que eu gostaria mais ainda. Estaria com você todos os dias que você quisesse (e os que não quisesse também). Mas aí, você que se cansaria de mim, conheço a peça. Sendo assim, melhor estar longe mesmo, pelo menos tenho a certeza de que estou no seu coração.

No momento to precisando de algo além de pensamento, algo além dos nossos corações, preciso mesmo da sua presença, do seu calor, da sua voz rouquinha, das suas mãos (tão lindas, tão lindas) e do seu olhar tímido fugindo de mim quando faço alguma brincadeira (ou seja, sempre). Preciso de você me dizendo que não vai me falar nada, porque seu olhar vale mais que mil palavras. Preciso de você me acordando de manhã com um beijo. Preciso de você se emperequecando 2 horas, passando maquiagem e fazendo chapinha na franja pra ficar linda e tomar 3 cervejas comigo (hahahaha). Preciso ganhar de você jogando dama (só eu consigo lhe desconcentrar). Quero você aqui!

Chega logo, julho, chega logo. ._.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em tempos de tempestade de areia

Fico feliz de em meu oásis

Só caírem poucas poeirinhas..



E hoje eu consegui finalmente sair com as meninas (Luiza, Mari, Mila, Má e Rê). Nossa! Acho que fiquei abraçando/agarrando a Rê por uns 5 minutos, sem exagero.. e ela falando “pára, Ju, to gorda de tanto fast-food, lá tem fast-food pra tudo quanto é lado pqp” *-*

Ahhhh, a coisa mais linda!

Tava tudo normal, como o de costume, estávamos no califórnia coffe, e derrepente a Mila solta um “Porra.. a gente podia sair daqui, queria fumar”. Oiiii? Como assim, fumar?

A Camila sempre foi muuuuuuito quadradona, chata com essas coisas de fumar principalmente! E aí descubro que não é só cigarro o que ela fuma hahahaha

Meu mundo caiu! Minhas amigas de infância finalmente viraram pessoas normais!

Mentira, ainda falta a Lu e a Mari, que já estão mais saidinhas também..

Qualquer dia as levaremos pro mal caminho hahaha

Ah, fiquei tããão feliz, tão feliz, acho que vou explodir! Não sei se teve alguma vez que eu gostei tanto de sair com elas quanto essa.. A gente conversou sobre tudo, fofocou sobre tudo, brincou, riu, falou todas as porcarias do mundo!

E combinamos de ir na festa a fantasia de aniversário da Lu, elas vestidas de Spice Girls e eu de Marlene Mattos, divulgando um show delas aqui no RJ hahahahahaha morri de rir! (a idéia foi da Camila)

Bom, por fim tomamos uns choppinhos.. =)

Ah, quero mais, quero mais.

Muito bom descobrir que vc ainda ama muito pessoas que vc não vê há muito tempo!

Nunca mais quero ficar distante delas.

Ah, que saco, viu, eu sou muito emo pqp.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O cavaleiro da charrete vai devaneando, como homem que não tem força nem defesa contra o Amor que o governa. Esquece de si mesmo, não sabe se existe ou não. De seu próprio nome não lembra. Não sabe se está armado ou não. Não sabe aonde vai, donde vem. De nada lembra, exceto de uma cousa, uma única cousa, e por ela olvidou todas as outras. Nela somente pensa tanto que nada vê nem ouve.

(Lancelot, não lembro a página e estou com preguiça de procurar)



Estou com preguiça. Preguiça das pessoas, preguiça de estudar, preguiça de procurar emprego. Mas tenho que conviver com as pessoas, tenho que estudar (porque tirei 5,8 em português e devo ter tirado uns 3 em inglês-leitura) e TENHO MESMO QUE PROCURAR EMPREGO.

Estava olhando meu cofrinho que no início do ano tinha 650 reais, agora só tem 100. Gastei tuuuuuuudo com besteira, com night, essas coisas desnecessariamente necessárias, sabe?

E queria taaaaaaaanto viajar no final do ano. Sei lá. Quero ir pra Ilha Grande ou pra Angra ou pra Paraty, talvez pra Trindade, pra Pentagna (que é fato) e pra mais onde meu dinheiro der.

No momento só dá preu ir na casa da pulga tomar umas cervejas e olhe lá.


Preciso também de uma namorada. Eu achava que namorando gastava muito dinheiro, mas agora, solteira, to gastando o dobro saindo! Céus.


Outro problema na minha vida é que eu resolvi fazer Letras porque minha mãe disse que ia ser tranquilinho, que eu ia levar com o pé nas costas, venda nos olhos e mãos atadas. MAS TÁ DIFÍCIL PRA CARALHO. TO TENDO QUE ESTUDAR PRA CARALHO, coisa que nunca fiz na minha vida! Que saco, viu. Vou trancar e fazer algo mais fácil, tipo engenharia de telecomunicações na Estácio (e isso é sério, tendo em vista que período passado eu fiz uma prova de inglês – gramática do ÚLTIMO PERÍODO de inglês da Estácio, sem estudar, e achei ridiculamente fácil, tirei 9,2.. portanto não deve ser muito diferente com as outras coisas).


Este post é só porque as pessoas sempre dizem que eu estou sempre feliz e não tenho problemas, então resolvi achar coisas pra reclamar. Mas isso tudo só porque eu não to aguentando mais mesmo, porque senão eu continuaria enganando geral =)


beijos, me liguem que eu to carente também. Humpf.

Ó céus, ó vida, ó azar.

sábado, 9 de maio de 2009

Não foi amor
Foi paixão
Foi uma sacanagem
Não foi amor
Foi diferente
Foram dois celulares desligados

Não foi amor
Foi inverno
Não foi amor
Foi melhor.



Sorte de hoje: Todos ganham presentes, mas nem todos abrem o pacote.

- que coisa, não?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sem metáforas dessa vez.

Não querendo imitar a Lê, já imitando...
São 3 pra meia-noite e sabe o que eu queria estar fazendo?
Queria estar ouvindo a sua língua presa, vc falando que tá com preguiçççççça, que vai pra sua cazzzzzzza ("z" proposital), jogando buraco com vc, apertando seus peitos.. e é melhor parar por aqui antes que a Lê morra de vez de ciúmes ahauahauahau!

Pronto, pulguinha. Um post só pra você saber que eu amo você e que, como você mesma disse: 1/4 de mim.

<3 (mole, como sempre.. não consigo endurecê-lo)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Girassóis são lindos né?
São. São raros! E só sobrevivem se tiver sol. Caso contrário não têm muita chance ou tempo de vida.
Lírios são as minhas flores favoritas. Também são bem raras e demoram 4 anos para desabrochar, é tenso. Já tentei cultivar. Não deu certo, tive preguiça de cuidar.. mas as sementes estão lá no vaso.. e nasceu uma espécie de matinho.. será que daqui 4 anos nasce um lírio? Na verdade daqui a 2 anos deveria nascer, plantei logo após minha coelha se tornar membro da família e isso tem mais ou menos 2 anos.. então..
Meio brega, mas queria tanto ser um girassol pra alguém. Ou um lírio. Prometo que não ia demorar 4 anos para aparecer.

Mas as rosas.. ah! Estas são muito belas, porém óbvias. Estão em todo lugar e meu pai me dá todo ano no meu aniversário.
Perde a graça.


E a partir disso digo de rastros:
Indecisão é quando sabemos muito bem o que queremos, mas achamos que deveríamos querer outra coisa.
- Estou indecisa.

terça-feira, 5 de maio de 2009

"não desisto fácil
seja lá o que os outros digam cheios de amor por você,
eu não ligo.
enjoei de fugir de mim,
de tentar ver que não existe nada...
seja lá o que me mandarem fazer,
eu não escuto,
porque sou egoísta,
quero o que quero,
e corro atrás disso a partir do momento que assumo
que um desafio pode ser unificador,
intensificador,
minha energia
que mantém minha mente em uma coisa só.
seja lá o que me mandarem fazer,
estar longe, desaparecer.
não estou aqui pra causar problemas,
estou aqui pra reivindicar meu desejo,
porque eu não dou a mínima
em lutar pela posse
do que quero só pra mim.
eu não desisto
porque sou egoísta.
não me assustam,
não me afastam...

eu não dou a mínima.
eu continuo aqui."
Japa.

~ Nem sei se tenho permissão para postar isso aqui, mas achei muito lindo. Ah, amiga, como eu queria querer que nem você e ao mesmo tempo queria não querer nada.
Mas o que me vale é que eu quero você e você me quer. E eu não preciso de demonstrações calorosas e contínuas de afeto. Não sei fazer isso direito, sou muito melhor falando sacanagem, mas eu sei que você entende e talvez até prefira assim, sem aquela melação toda.
Nessas horas eu acredito no significado de "pra sempre".
Obrigada por existir, japonesa.
<3

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Chamemos as pessoas deste post de “Ti”, “Pi”, “Ma”, “J”, “L” para não causar constrangimento tanto da pessoa que o escreve (vulgarmente conhecida como eu mesma) e das tais pessoas envolvidas também..



Nunca me liguei muito nessas coisas de signo, mas de uns tempos pra cá tenho percebido que faz muito sentido mesmo.. esses sagitarianos,por exemplo, são uns malditos, escrotos ao extremo.

- Ela gosta tanto de você! Fica com ela! Olha que mais gata e mais legal vai ser difícil de arranjar.. Ma* é pra casar.

- É, ela me mandou um depoimento dizendo umas coisas.. e eu não sei como respondo.

- Isso porque você não é sincera com ela. (Nem eu sou com a Pi*) Se for responder, responde sinceramente o que você está pensando, querendo, enfim..

- Então direi que gosto dela, mas que não quero me apaixonar; que morro de ciúmes dela, e que sei que não tenho esse direito; que a quero só pra mim, mas não quero ser só dela!

- Ok, amiga, me convenceu de que vc NÃO deve responder absolutamente nada o.o



Passamos por situações absurdamente parecidas, porém eu sou a Ma* da vida da Ti* e a Pi* é a “minha” Ma* também.. A diferença é que a Pi* não é tão pra casar assim e também não é tão gata, nem tão fofa, nem tão interessante (isso, claro, tendo em vista que a Ma* tem 15 anos corporalmente e 20 anos mentalmente e, a Pi* tem 20 anos e ponto final).

A Ti* é quem me faz de Ma*, como dito anteriormente. Enquanto bêbada me disse assim “Prometi a mim mesma não me apaixonar nunca mais e estou quebrando a promessa”. Enquanto sóbria é puuuura grosseria com um mix de descaso e algo mais que de tão irritante não consigo nem pensar em uma palavra boa para definir.

L* me pediu pra não ficar mais com Ti* e nem dar mais “moral” à mesma -- coisa que eu deveria estar fazendo há séculos e não faço porque sou uma besta quadrada que só vendo -- e eu respondi que por ela eu faria tudo..

Daí rolou uma lembrança de cócegas e ela me disse “Amiga, cê olhou pra minha bunda! Japegay, japegay, japegay DJ” hahahaha..



Concluo a história dizendo que agora sou “morena alta, bonita e sensual.. talvez eu seja a solução dos seus problemas! Carinhosa, bom nível social, inteligente e a disposição prum relacionamento íntimo e discreto. Realize seu sonho sexual sem compromisso emocional, só financeiro”


Agora sou mais sagitariana do que aquariana. Coração de gelo. E tenho dito.

sábado, 25 de abril de 2009

"...mas tem a tigela, né.."
"ah, ow, bota a tigela no armário u.u"
"eu não, você quem tem que colocar!"
"ok, já coloquei, por você eu coloco e não tiro mais ;)"


nada mais de tigela, nutela, janela, vaca amarela, aquarela, nem mesmo mortadela. aliás, foste pra dentro de uma tigela mesmo, aquelas nomeadas zip-lock, bem fechadinhas. é isso aí.
(e letra maiúscula só serve pra dar trabalho, apertar o shift é um tédio)


- Hoje o dia foi bem legal. Fiquei com preconceito, mas café com pinga e sorvete é o que há! Lembrete na agenda pra fazer na casa da Pulga e tomar com crepe de calcinha ;)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

E esta a quem gostaria de chamar de minha
Invade-me de saudade e apenas com tal me deixa
É difícil essa coisa de se perder
Pretendo tão logo me achar,
Mesmo que isso signifique uma mentira.
E eu podia ser por exemplo sua escrava
Daquela da música, que cê deixaria de quatro
E me faria de gato e sapato, como se já não bastasse..
Mas no fim digo que estou falando de amor
E de mais nada além disso, realmente
Mas não consigo lhe fazer acreditar
No fundo o que ocorre é que nem todo o meu amor bastaria.

(tava com vergonha de postar isso, prontofalei)

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Mas eu to falando de amor e não da sua doença
Eu to falando de amor e não do que você pensa"...


~ E tudo passa e eu ainda ando pensando em você, assim como a tia dona Ana Carolina numa de "o avesso dos ponteiros". Pensava eu que jamais teria um amor platônico assim, não depois da última vez (que - ainda - dura 9 anos). Mas veio. E sempre chega a hora da solidão, de arrumar o armário, em que o camelo tem sede. E a minha hora?
Ontem meu biscoito japonês da sorte disse que isso é tudo por conta da outra vida, aquela em que eu grudei chicletinho colorido na cruz do filho desse cara que está desde então querendo me avacalhar. Mas um dia tu te cansas, senhor Deus, e colocas uma Angelina Jolie em minhas mãos. E eu prometo amá-la e respeitá-la, in laetitia, in dolor, in ominia uita.
Enquanto isso, enlugrubreço, lutuosamente, sozinha.

sábado, 4 de abril de 2009

Venho por meio deste informar que ODEIO dar descarga no xixi alheio.
Qual o problema das mulheres? A mão cai se der descarga?
Irritei-me.

(deve ser a tpm)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Myselflessness, dialética poética dos vários "mins" dentro do eu que sou eu mesma e que só consegue se entender com os tais "mins" depois de muita confusão e de muita auto-irrisoriedade (sim, pois, se choramos por nós, podemos rir de nós mesmos e assim causar um satyrikon perfeito, isto é, a concórdia da discórdia).Ou seja: Power Rangers.

Praticamente é isso que to tendo em teoria literária e to tipo viajando total. Mas to adorando, mesmo sendo uma viagem e mesmo odiando teolit, acho que a Malu sei lá.. sei lá.
é, sei lá.



"Quem vive pensando no passado é porque não tem futuro em vista. Jovem tem esperança enquanto velho só tem saudade." Vovó dona Philomena

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ademais a todas as complicações mundanas as quais somos expostos, as pessoas não falam diretamente o que sentem. Certo, porém, porque o que realmente importa em todas as coisas não fica exposto, está ali dentro e é só querer ver.

domingo, 25 de janeiro de 2009

cavalos

Eles eram muitos cavalos, mas ninguém mais sabe seus nomes, sua pelagem, sua origem...

(CECÍLIA MEIRELES)



Somos todos cavalos que vivem em celeiros diferentes, de formas diferentes, mas a fundo, cavalos iguais.

Se estiver sentindo uma tristeza sem fim, uma tristeza chata, daquelas que acabam com todos os dias que foram perfeitos em um ano inteiro... Como amiga, digo-lhe que passará.

E, se estiver sentindo uma felicidade desigual, uma felicidade infinita, e caso esteja achando que jamais sentirá algo tão bom assim... Em verdade lhe digo que passará também.

Todos nos deixamos consumir pelos páthos, ou seja, os sentimentos avassaladores (a exemplo disso: as paixões, as raivas, rancores, saudades, os ódios e os amores doentios profundos), porém o correto seria conseguirmos nos manter no “caminho do meio”, tentando nos conter em situações muito boas ou muito ruins, pois só assim conseguiremos uma vida plena, só assim conseguiremos aproveitar ao máximo todas as ocorrências mundanas, que são, portanto, passageiras.



Até quando julgareis injustamente, sustentando a causa dos ímpios? SALMO 82